Você Sabia?

Vamos falar da relação do Coronavírus e a Geografia com o Profº Mateus Schappo, da E.B.M. Fernando B. Viegas de Amorim?

Como você sabe, a humanidade atravessa atualmente uma pandemia de saúde causada pelo novo coronavírus”. Essa pandemia é agravada por problemas econômicos e por conflitos geopolíticos, resultando em uma crise global sem precedentes na história recente, composta por proibições de viagens, isolamento social, uma corrida a procura de mercadorias, sem falar nas dificuldades que os sistemas de saúde dos países vêm enfrentando, pois não dão conta em atender todos os casos que surgem, devido a rapidez de transmissão do novo vírus.

Todos estes problemas citados, estão de uma alguma forma relacionados a conteúdos estudados nas aulas de geografia. Por isso, a seguir, você encontrará um breve resumo sobre a distribuição geográfica do Covid-19 pela China, desde o surto inicial até sua evolução ao estágio de epidemia. A classificação de uma doença como surto, epidemia ou pandemia está diretamente ligada a distribuição espacial do vírus e sua circulação pelo planeta.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia, na cidade de Wuhan, metrópole com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China, cujo tamanho é comparável a cidade de São Paulo. O responsável pela misteriosa doença é um vírus apontado como uma variação da família coronavírus. A doença provocada pela variação desse vírus foi nomeada pela OMS como Covid-19.

Um surto de uma doença acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para ser considerado surto, o aumento de casos deve ser maior do que o esperado pelas autoridades. No caso do Covid-19 o surto inicial atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan – o que despertou a suspeita de que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos. O mercado foi fechado para limpeza e desinfecção. Contudo, ainda não se sabe como ocorreu a primeira transmissão para humanos, pois o tipo de animal e a forma como a doença foi transmitida são desconhecidos. Além da hipótese de que o novo vírus esteja associado a animais marinhos, pesquisas apontam outras possibilidades, dentre elas alguns animais silvestres como a cobra, o morcego e o pangolim (abaixo vemos a imagem deste pequeno mamífero, que se alimenta de insetos e têm o corpo coberto por escamas).

A partir daí, mesmo com medidas que buscavam o isolamento de pacientes e realização de exames, mais e mais casos passavam a ser registrados em Wuhan, bem como em outras cidades da China como Pequim (norte), Xangai (leste) e Shenzhen (sul). O país registrou casos de Covid-19 em todas as províncias, incluindo o Tibete, a última a registrar a doença, o que já indica que está ocorrendo uma epidemia, que se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões.

Por quê na China?

Segundo especialistas, o novo vírus, parece ter características que o fazem mais transmissível e adaptável ao ser humano. No entanto, aspectos relacionados à nossa cultura e sociedade também influenciam na velocidade de transmissão. As profundas transformações socioeconômicas pelas quais a China passou e vem passando nas duas últimas décadas podem ter ajudado o novo coronavírus a ser mais agressivo, contaminando rapidamente novos hospedeiros. De acordo com dados do Banco Mundial, a China é a segunda maior economia do mundo, com um PIB acima dos U$ 13 trilhões e, mais de 60% dos seus habitantes moram em cidades, o que aumenta o adensamento populacional e o contato entre as pessoas.

O crescimento econômico e a consequente modernização levaram mais empresas e pessoas ao país e fizeram com que mais chineses integrassem a classe média e viajassem para destinos domésticos e internacionais. O fluxo de pessoas chegando e saindo da China é impressionante: mensalmente 2 milhões de pessoas (em média) passam pelo aeroporto da cidade de Wuhan, onde houve o início do surto; estrangeiros fizeram 30,54 milhões de viagens à China em 2018, segundo o Ministério de Cultura e Turismo da China.

Com mais tecnologia e meios de transporte mais modernos, o tráfego de pessoas é cada vez mais intenso. No ano passado, foram 1,5 bilhão de viagens internacionais. É um cenário internacional de propagação de doenças. E na China o risco acaba maximizado pelas características demográficas (grande concentração populacional) e a relação que existe entre o homem e o animal. Lá, assim como em outros países, é comum o consumo da carne de animais silvestres, seja por razões econômicas ou mesmo culturais; o surto do novo coronavírus obrigou o governo a proibir do consumo e a venda de animais selvagens em todo o país. Os especialistas duvidam da eficácia da proibição, já adotada em crises anteriores, pois é muito difícil controlar esse tipo de atividade num país com 1,4 bilhão de pessoas.

Evolução do Coronavírus na China

A maior parte dos infectados estão na província central de Hubei, onde fica a cidade Wuhan. A primeira morte pelo coronavírus Covid-19 foi anunciada pelas autoridades chinesas em 11 de janeiro de 2020. Em 13 de janeiro, a OMS notificou o primeiro caso de uma pessoa infectada fora da China, na Tailândia. A partir daí surgiram informações sobre casos em outros países próximos, como o Japão, a Coréia do Sul e Taiwan.


O mapa acima mostra os primeiros países contaminados além da China.

A China conseguiu controlar a propagação do vírus graças a detecção, quarentena e tratamento logo no início. A maior parte dos 78 mil pacientes do país já estão recuperados. A primeira medida tomada foi o isolamento imediato de Wuhan – com o fechamento de fábricas, comércio e restrição de visitas entre amigos e familiares. Também suspenderam todas as aulas, barraram a circulação de transportes particulares e serviços de entrega, e passaram a monitorar todos os viajantes, medindo temperatura de quem circulava pelo país. Entre as iniciativas mais impressionantes está a construção de 16 hospitais em Wuhan para atender não só infectados, mas qualquer pessoa que apresentasse sintomas. O primeiro, por exemplo, foi construído em apenas dez dias.

Na medida em que os casos de Covid-19 começam a aumentar ao redor do planeta – já são mais de um milhão infectados –, a China registra cada vez menos ocorrências. Dentro do próprio país, algumas atividades já começam a voltar ao normal. Milhares de trabalhadores estão voltando para as fábricas fechadas desde fevereiro.

Infecções vindas do exterior já superam o número de transmissões locais. Para conter a propagação da doença, pessoas que chegam à China são colocadas em isolamento por 15 dias.

Sabemos que o deslocamento internacional de pessoas e mercadorias com a crescente globalização só vai se intensificar, sendo assim, é importante investir em saúde e ciência para lidar com novas ameaças, conforme destaca a professora Deisy Ventura, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP): “O que a gente precisa é ter sistemas de saúde bem estruturados e investimento em ciência para tentar antecipar essas mutações de vírus”.

A propagação desse novo vírus por outros países, em diferentes continentes, bem como sua chegada ao Brasil e a declaração de pandemia global feita pela OMS, serão assuntos abordados posteriormente.

Enquanto isso, você pode aproveitar seu tempo de quarentena, em casa, e se informar melhor sobre estes e outros assuntos relacionados ao Covid-19 nos seguintes WebSites:

Assista ao vídeo que o Profº Mateus fez para vocês:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: